Investimentos em imóveis

4 dicas de planejamento financeiro para compra de imóveis

Se fosse feita uma enquete questionando os leitores sobre qual o seu maior sonho, não há dúvidas de que uma grande parte responderia: comprar uma casa própria! Afinal, todo mundo deseja um pedaço de chão para chamar de seu.

Mas adquirir o sonhado imóvel envolve tomar várias decisões importantes:

Para ajudá-lo nesta tarefa, preparamos 4 dicas sobre planejamento financeiro para compra de imóveis. Confira!

1. Cuide de sua saúde financeira

Adquirir um imóvel é assumir uma grande responsabilidade financeira que envolve custos consideráveis. Por isso, é importante que você organize bem suas finanças antes de fechar o negócio.

Se você tem dívidas, antes procure quitá-las, pois a aquisição do imóvel poderá consumir uma parcela considerável da sua renda. Além disso, tenha em mente que seus custos não se resumirão à parcela do financiamento, mas você terá outros gastos fixos como o IPTU e condomínio, por exemplo. Somados, esses custos podem ser bastantes elevados.

Além dos gastos fixos, você terá que arcar com os custos do ingresso no imóvel, que envolve as despesas cartorárias para a transferência do bem, o pagamento do ITBI (que poderá ser de até 2% do valor do imóvel), o frete da mudança e, eventualmente, o valor da decoração do imóvel.

Portanto, para adquirir seu imóvel você terá que se planejar, de preferência colocando seus gastos fixos em uma planilha para ter uma noção real de sua situação financeira e do quanto você deverá poupar para a aquisição do bem.

2. Poupe seu dinheiro e invista

Depois de quitadas as dívidas e tendo uma real noção do quanto você poderá dispor para adquirir o imóvel, é hora de começar a poupar. No início pode ser difícil, mas exerça a disciplina e tenha em mente que cada centavo conta. O importante é que você poupe com regularidade, sem deixar-se dispersar.

Pense no valor do imóvel que você deseja comprar e no prazo em que pretende adquiri-lo. Assim, você saberá o valor mensal necessário a ser poupado. Se não for possível juntar todo o dinheiro e pagá-lo à vista – o que seria ideal – há a possibilidade de recorrer a um financiamento. Nesse caso, porém, procure juntar entre 30% e 50% do valor do imóvel para dar de entrada e não ficar sujeito a altos juros.

Para aplicar os valores poupados, opte por investimentos de renda fixa para o médio prazo. Se possível, prefira aqueles isentos de imposto de renda, como LCIs, LCAs e debêntures incentivadas. Se você não entende muito de investimentos, bons fundos de renda fixa são boas indicações para o objetivo proposto. Além disso, contar com uma boa assessoria de investimentos pode ajudá-lo bastante.

3. Conheça as opções de pagamento disponíveis

Como já foi dito, adquirir o imóvel à vista seria o ideal. Neste caso, além de ter um alto poder negociação, você não estaria sujeito aos juros do financiamento, tampouco às taxas de administração dos consórcios. Mas, se isso no momento não é possível, vale a pena conhecer as maneiras mais usuais de aquisição de imóveis no mercado. Veja:

Financiamento

Como você já deve saber, no financiamento uma instituição financeira quita o valor do imóvel à vista e o adquirente assume o pagamento de parcelas mensais, acrescidas de juros, taxa de administração, seguro e IOF, o imposto sobre operações financeiras.

O financiamento pode, às vezes, ser a opção mais viável, por permitir a imediata aquisição do imóvel, mesmo para quem não tem o dinheiro para fazê-lo à vista. Mas, em compensação, o valor total pago pelo bem pode facilmente ultrapassar o dobro do seu preço.

O importante é estar atento para que as parcelas do financiamento não comprometam mais que 30% dos seus rendimentos mensais. Lembre-se que você irá pagá-lo por décadas a fio e esse valor não deve comprometer a qualidade de sua vida e de sua família.

Antes de fechar o negócio, faça uma simulação. Tendo em mente o valor da parcela, procure poupar mensalmente aquela quantia para verificar se ela não vai “pesar” no seu orçamento. Se depois de feito o teste você verificar que o valor ficou “confortável”, o negócio poderá ser concretizado com maior segurança.

Para levantar o valor da entrada, lembre-se que é possível utilizar o saldo do FGTS para quitá-la.

Consórcio

O consórcio é uma modalidade de aquisição do bem indicada para quem pode esperar, mas não tem muita disciplina para poupar, ou para quem possui uma fração considerável do valor do bem adquirido (aproximadamente 60%) para ofertar como lance para contemplação. Trata-se da formação de um grupo de pessoas, com objetivos comuns, empenhadas em levantar os recursos necessários para a aquisição do imóvel.

Periodicamente, um consorciado é contemplado com a carta de crédito, que pode ser utilizada para adquirir o imóvel ou, então, pagar o valor da entrada em um financiamento bancário. Além disso, o consorciado pode dar lances a fim de antecipar sua contemplação, conforme já comentado.

A grande vantagem do consórcio, sem dúvidas, é não estar sujeito aos juros bancários extorsivos. Nesse caso, o consorciado pagará apenas as parcelas, acrescidas da taxa de administração e da contribuição com um fundo de reserva, que serve para garantir que eventuais inadimplências não coloquem em risco os demais integrantes do grupo.

Ao ingressar no consórcio, você tem que estar ciente de que poderá ter que aguardar anos para ser contemplado. Inclusive é possível que você obtenha a carta de crédito apenas ao final do pagamento de todas as parcelas. Por isso, é uma opção para quem pode esperar.

4. Escolha a opção de imóvel ideal para você

Agora que já está pronto seu planejamento financeiro para a compra de imóveis, é preciso escolher a melhor opção disponível no mercado para as suas necessidades.

Imóvel na planta

Comprar um imóvel novo, na planta, pode ser uma opção mais barata, principalmente para quem tem o dinheiro poupado suficiente para pagá-lo à vista. Quem não tem dinheiro suficiente para a quitação integral pode contar com facilidades no financiamento, como o parcelamento do valor da entrada diretamente com a construtora.

Embora o imóvel demore um pouco para ser concluído, até a entrega das chaves você só pagará o valor da entrada do financiamento e uma taxa referente à evolução da obra. Porém, é preciso estar atento ao fato de que até a conclusão da obra, o valor do imóvel será corrigido pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que muitas vezes é maior que a inflação.

Além disso, é importante verificar o estado de solvência da construtora e a opinião de antigos clientes sobre eventuais atrasos na obra, problemas estruturais, dentre outros. Essa pesquisa no mercado é crucial para evitar problemas futuros.

Imóvel usado

Adquirir um imóvel usado possui a vantagem de saber exatamente o que se está comprando. Isso porque, ao adquirir um imóvel na planta, sempre corre-se o risco de ocorrer alguma variação entre o projeto apresentado e o imóvel construído.

Mas, se o imóvel é muito antigo, deve-se estar atento a possíveis desgastes pelo uso, sobretudo nas partes elétrica e hidráulica. Além disso, é importante verificar telhados, pisos e eventuais infiltrações. Se o imóvel precisar de reformas, aproveite para pedir um abatimento no preço.

Fique atento, ainda, a questões jurídicas. Veja se o proprietário do imóvel não sofre execuções na Justiça e se o bem não é objeto de litígio. Solicite ainda certidões cartorárias para saber da eventual existência de hipotecas ou outros ônus reais sobre o imóvel. Nesse ponto, a contratação dos serviços de uma boa imobiliária ou de um advogado diligente poderá ajudá-lo.

 

Próximo passo do planejamento financeiro para compra de imóveis

Pois bem, agora você já está pronto para adquirir seu imóvel! Esperamos que nossas dicas de planejamento financeiro para compra de imóveis tenham ajudado a estar mais próximo do seu sonho. Descubra como investir melhor o seu dinheiro para a compra do seu imóvel . Até a próxima!

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