Investimentos em imóveis

Saiba como funciona o financiamento de imóvel na praia

O financiamento de imóvel na praia pode ser uma boa alternativa para quem pretende fazer um investimento seguro e rentável e que tem alto valor patrimonial. Confira neste artigo como isso é possível, mesmo para quem não tem todo o dinheiro para fazer um pagamento à vista.

Planejamento financeiro

O planejamento financeiro é uma premissa para quem deseja comprar um imóvel, o que deve ser feito com critério redobrado por quem não pode fazer o pagamento à vista. O primeiro passo, portanto, é criar um quadro preciso que permita visualizar claramente como anda o seu orçamento familiar e o grau de endividamento que você pode assumir, sem correr o risco de inadimplência e sem afetar o seu estilo de vida.

De maneira bem simples, você pode criar uma planilha nos moldes de um livro caixa na qual você anotará todas as suas fontes de rendimento e também os gastos que você tem. O ideal é que o saldo desse confronto entre as receitas e as despesas seja positivo, o que permitirá que você faça uma projeção do quanto poderá gastar mensalmente com o pagamento do empréstimo.

Porém, se as suas despesas estiverem superando os seus ganhos, será necessário algum esforço para reequilibrar as contas. Para tanto, elimine os gastos supérfluos e diminua as despesas onde for possível.

Nesse planejamento considere também o quanto das suas economias poderá ser utilizado para dar a entrada no imóvel. Quanto maior a entrada, maior será o seu poder de negociação e menor será a sua necessidade de utilizar o dinheiro do financiamento.

Por fim, analise as opções de financiamento existentes, a fim de selecionar aquela que é mais adequada para o seu perfil.

Financiamento de imóvel na praia

São várias as opções de crédito imobiliário e, certamente, uma será compatível com as suas características de investimento.

Veja quais opções.

SFH

O Sistema Financeiro da Habitação (SFH) é o sistema de financiamento mais tradicional do Brasil. Ele permite que o mutuário adquira imóveis residenciais com valores até R$1,5 milhão, pagando juros máximos de 12% ao ano, com até 35 anos para pagar. Os juros podem ser mais baixos para funcionários públicos e de acordo com o grau de relacionamento que o proponente tiver com o banco.

O sistema utiliza recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e permite financiar até 90% do valor do imóvel. As parcelas não podem exceder a 30% da renda bruta mensal familiar.

O saldo de contas ativas do FGTS pode ser utilizado para o pagamento de dívida contraída junto ao SFH. Porém, para tanto, o mutuário deve trabalhar ou morar no município ou na região metropolitana da cidade onde o imóvel a ser comprado se encontra. Além disso, é preciso ser contribuinte do FGTS há, pelo menos, três anos, consecutivos ou não.

Após a aprovação do crédito o dinheiro é liberado imediatamente.

SFI

O Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) financia imóveis com valores acima do limite imposto pelo SFH. As taxas de juros variam de banco para banco e normalmente estão vinculadas ao grau de relacionamento que o mutuário tem com a instituição financeira.

Como trabalha com o dinheiro de fundos de investimentos, esse sistema obedece às leis de mercado e é mais flexível do que o SFH. Por isso, não estabelece limites para o comprometimento de renda.

Contudo, ainda assim é conveniente que o valor das parcelas seja mantido dentro dos 30%, a fim de evitar que elas signifiquem um peso excessivo para o orçamento familiar.

O dinheiro também é liberado logo após a aprovação do crédito, o que permite a compra imediata do imóvel.

Carteira Hipotecária

Na Carteira Hipotecária os recursos são oriundos de investimentos que são administrados pelos bancos. Os contratos seguem regras livremente definidas por eles, o que as torna mais flexíveis.

De modo geral, o valor máximo de financiamento fica na casa dos 60% do preço do imóvel e os prazos de pagamento são livres, negociados caso a caso pelo bando. Os juros são mais elevados do que o SFH, podendo chegar a 18% ao ano.

Da mesma forma que nos casos anteriores, a liberação do dinheiro é rápida.

Consórcio imobiliário

O consórcio tem se apresentado como uma opção de crédito cada vez mais utilizada por quem deseja comprar um imóvel de maneira parcelada. Como o sistema não cobra juros — o único adicional cobrado é o referente à taxa de administração — o custo final do imóvel fica mais baixo do que seria se o pagamento viesse do financiamento bancário.

Além disso, não há nenhuma restrição de valor, a não ser aquela imposta pelo perfil do grupo ao qual o consorciado se vincula. Portanto, o consorciado pode aderir ao grupo com valor mais adequado para ele. 

Porém, é preciso considerar que a contemplação no consórcio ocorre de três maneiras: por sorteio, por lance ou no encerramento do grupo. Portanto, diferentemente das opções de financiamento descritas anteriormente, o recurso do consórcio pode levar algum tempo para ser liberado.

Afinal, se o consorciado não for contemplado em um dos sorteios e se ele não der um lance vencedor em um dos leilões que acontecem durante as assembleias do grupo, ele terá que esperar até o encerramento do consórcio para receber a carta de crédito, o que poderá levar vários anos.

Portanto, essa modalidade é interessante para quem possui algum dinheiro para dar de lance ou tem disposição para esperar até ser sorteado ou até o final do consórcio.

Financiamento direto

Quando as construtoras lançam empreendimentos imobiliários elas criam condições de pagamento parceladas que facilitam bastante a compra de imóveis na planta. Esta pode ser uma boa opção de financiamento de imóvel na praia

Assessoria

Como vimos, são várias as opções de financiamento de imóvel na praia. Por isso, a assessoria profissional de uma imobiliária será bastante útil para ajudar você a selecionar qual delas é a mais conveniente para o seu perfil.

Ao mesmo tempo, como os corretores estão habituados a lidar com esse tipo de informação, eles também poderão esclarecer em detalhes tudo sobre a documentação necessária para obter o empréstimo, sobre o cálculo das parcelas, formas de aplicação dos juros, reajustes e outras informações que facilitarão bastante a negociação com o banco.

Além disso, como são conhecedores do mercado onde atuam, os profissionais de uma boa imobiliária poderão lhe apresentar imóveis com documentação em perfeita ordem, que possam ser financiados. Ainda, é possível até que eles tenham ofertas de imóveis com financiamento direto, o que será ainda mais favorável para a sua busca.

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